Banho de Cana-do-Brejo
Banho de cana-do-brejo é o banho de limpeza e renovação feito com as folhas e hastes da Costus spicatus, planta de beira de água também chamada de cana-de-macaco ou cana branca. Na Umbanda ela é lembrada sobretudo como erva de Nanã, a Orixá das águas paradas, da lama e dos ciclos de vida e morte. Em iorubá a planta é conhecida como Tètèrègún e chamada de planta da vida e da morte, porque simboliza a passagem e o recomeço. É erva morna: limpa sem arrancar, e por isso serve tanto para tirar o peso do dia a dia quanto para preparar o médium. A regência varia entre as casas, e há listas que também a colocam em Oxóssi, Iansã, Iemanjá ou na corrente de Obaluaê.

Banho de cana-do-brejo é o banho de limpeza e renovação feito com as folhas e hastes da Costus spicatus, planta de beira de água também chamada de cana-de-macaco ou cana branca. Na Umbanda ela é lembrada sobretudo como erva de Nanã, a Orixá das águas paradas, da lama e dos ciclos de vida e morte. Em iorubá a planta é conhecida como Tètèrègún e chamada de planta da vida e da morte, porque simboliza a passagem e o recomeço. É erva morna: limpa sem arrancar, e por isso serve tanto para tirar o peso do dia a dia quanto para preparar o médium. A regência varia entre as casas, e há listas que também a colocam em Oxóssi, Iansã, Iemanjá ou na corrente de Obaluaê. Prepara-se com cana-do-brejo (folhas e hastes), água mineral, sete-sangrias e outros itens, e toma-se do pescoço para baixo, com fé e intenção firme.
Conteúdo de fé e informativo: não substitui orientação médica nem a do seu dirigente. Em gravidez, crianças ou problemas de saúde, redobre o cuidado. Ver cuidados
Sobre o banho de cana-do-brejo
Banho de Cana-do-Brejo é um banho de descarrego na Umbanda, ligado à vibração de Nanã. Banho de cana-do-brejo é o banho de limpeza e renovação feito com as folhas e hastes da Costus spicatus, planta de beira de água também chamada de cana-de-macaco ou cana branca. Na Umbanda ela é lembrada sobretudo como erva de Nanã, a Orixá das águas paradas, da lama e dos ciclos de vida e morte. Em iorubá a planta é conhecida como Tètèrègún e chamada de planta da vida e da morte, porque simboliza a passagem e o recomeço. É erva morna: limpa sem arrancar, e por isso serve tanto para tirar o peso do dia a dia quanto para preparar o médium. A regência varia entre as casas, e há listas que também a colocam em Oxóssi, Iansã, Iemanjá ou na corrente de Obaluaê.
Ingredientes
- Cana-do-Brejo (folhas e hastes)1 punhado de folhas e um pedaço de haste, cerca de 7 folhas, a erva principal do banhoComprar
- Água mineral2 litros de água para a infusãoComprar
- Sete-Sangrias1 ramo, opcional, para reforçar a limpeza como sugere a tradiçãoComprar
- Alfazema (Lavanda)1 colher de sopa, opcional, para suavizar e fechar o banhoComprar
- Panela para banhopara o preparoComprar
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Como preparar e tomar (passo a passo)
- Acenda uma vela branca e ofereça ao seu anjo da guarda, concentrando-se na sua intenção.
- Escolha folhas verdes e firmes, sem manchas, de planta que cresceu longe de esgoto e de agrotóxico. A cana-do-brejo gosta de lugar úmido e sombreado, e muita gente tem a planta no quintal; quando não tem, a folha seca vendida em casa de ervas também serve. Antes de colher, peça licença saudando Nanã com Saluba Nanã, e tire só o que vai usar, sem arrancar a touceira. Lave as folhas e a haste em água corrente. Ferva os dois litros de água e desligue o fogo. Rasgue as folhas com as mãos, pique a haste e coloque tudo na água quente, com a sete-sangrias e a alfazema se for usar. Tampe na mesma hora e firme em pensamento o pedido de limpeza e renovação. Deixe abafado por uns quinze minutos. Há casas que preferem macerar as folhas frescas a frio, numa bacia de água limpa, até a água esverdear. Coe em pano limpo ou peneira fina, use vasilha de barro, de ágata ou de vidro, e espere amornar naturalmente.
- Coe o banho retirando o excesso de folhas; deixe amornar até ficar agradável ao corpo.
- Tome primeiro o seu banho normal de higiene, de preferência com sabão neutro ou de coco.
- Tome primeiro o banho de higiene, com sabonete, e enxágue bem. Depois, com o chuveiro desligado, despeje a infusão do pescoço para baixo, devagar, pedindo a Nanã que leve para a lama o que já cumpriu o seu tempo e devolva o que precisa renascer. A cabeça fica de fora: banho de cabeça na Umbanda é o amaci, conduzido pelo dirigente com as ervas do Orixá da pessoa. Não enxágue: deixe o corpo secar sozinho ou retire o excesso com batidinhas leves da toalha, e vista roupa clara. Faça com calma, de preferência à noite, sem pressa de sair de casa depois. O dia de Nanã muda de casa para casa, e o mais seguro é seguir o costume do seu terreiro; a data de festa mais lembrada é 26 de julho, dia de Sant'Ana. Por ser erva morna, o banho admite mais frequência que um descarrego forte, mas a tradição pede intervalo e propósito. Recolha as folhas coadas e devolva à terra, de preferência perto de água, agradecendo.
- Não se enxugue esfregando a toalha: retire só o excesso de água. Se puder, vista roupa branca e recolha-se por alguns minutos mentalizando o seu pedido.
- Ao final, recolha os restos das ervas e despache-os na natureza (rio, mar ou mata) ou em água corrente.
Quando tomar
Tradicionalmente associado a segunda-feira, dia de Nanã. Para limpeza, muitos preferem a lua minguante. Evite as "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite).
Atenção e cuidados
Conteúdo informativo e espiritual: não substitui acompanhamento médico nem a orientação do seu dirigente. Banho ritualístico, quando indicado, deve ser confirmado com o seu Pai ou Mãe de Santo.







