Banho de Barbatimão
Banho de barbatimão é banho de casca, e isso muda tudo: não é folha que se amassa na mão, é entrecasca de árvore do cerrado que precisa de fervura para soltar o que tem dentro. Nas casas de Umbanda o barbatimão aparece nas listas de Xangô, pela firmeza e pela justiça, e nas listas de Oxumarê, pela renovação, com citações também em Nanã e em Omulu. O que a tradição destaca nele é a limpeza profunda que fecha em seguida: tira o que está grudado e ainda sela o corpo, como a casca sela o tronco da árvore. É banho de corte, do pescoço para baixo, e não substitui o amaci nem a orientação do seu dirigente.

Banho de barbatimão é banho de casca, e isso muda tudo: não é folha que se amassa na mão, é entrecasca de árvore do cerrado que precisa de fervura para soltar o que tem dentro. Nas casas de Umbanda o barbatimão aparece nas listas de Xangô, pela firmeza e pela justiça, e nas listas de Oxumarê, pela renovação, com citações também em Nanã e em Omulu. O que a tradição destaca nele é a limpeza profunda que fecha em seguida: tira o que está grudado e ainda sela o corpo, como a casca sela o tronco da árvore. É banho de corte, do pescoço para baixo, e não substitui o amaci nem a orientação do seu dirigente. Prepara-se com barbatimão (casca), alecrim, aroeira e outros itens, e toma-se do pescoço para baixo, com fé e intenção firme.
Conteúdo de fé e informativo: não substitui orientação médica nem a do seu dirigente. Em gravidez, crianças ou problemas de saúde, redobre o cuidado. Ver cuidados
Sobre o banho de barbatimão
Banho de Barbatimão é um banho de descarrego na Umbanda, ligado à vibração de Xangô. Banho de barbatimão é banho de casca, e isso muda tudo: não é folha que se amassa na mão, é entrecasca de árvore do cerrado que precisa de fervura para soltar o que tem dentro. Nas casas de Umbanda o barbatimão aparece nas listas de Xangô, pela firmeza e pela justiça, e nas listas de Oxumarê, pela renovação, com citações também em Nanã e em Omulu. O que a tradição destaca nele é a limpeza profunda que fecha em seguida: tira o que está grudado e ainda sela o corpo, como a casca sela o tronco da árvore. É banho de corte, do pescoço para baixo, e não substitui o amaci nem a orientação do seu dirigente.
Ingredientes
- Barbatimão (casca)1 punhado de casca picada, cerca de duas colheres de sopa, o insumo principal do banhoComprar
- Alecrim1 punhado de ramos, para clarear e levantar a disposição depois do corteComprar
- Aroeira3 ramos, opcional, quando a queixa é peso que não saiComprar
- Guiné (Tipi)algumas folhas, opcional, para reforçar o corte em fase de demandaComprar
- Rosa Brancapétalas de uma rosa, opcional, para fechar o banho com suavidadeComprar
- Água mineral2 litros de água para o decoctoComprar
- Panela para banhopara o preparoComprar
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Como preparar e tomar (passo a passo)
- Acenda uma vela branca e ofereça ao seu anjo da guarda, concentrando-se na sua intenção.
- Aqui o preparo é diferente do banho de folha, e essa é a parte que mais gente erra. Casca não se faz por infusão, se faz por decocção: a casca vai para a água fria, no fogo, e ferve junto por cerca de dez a quinze minutos, até a água ficar da cor de chá escuro, quase avermelhada. Só depois de ferver é que você desliga, e é nesse momento que entram as folhas, o alecrim e as pétalas, se você for usar, tampando na mesma hora para segurar o perfume. Deixe abafado por quinze minutos e coe bem, em pano limpo ou peneira fina, porque lasca de casca gruda na pele e incomoda. Use panela e vasilha de ágata, de barro ou de vidro, nunca de alumínio, e deixe amornar naturalmente, sem gelo e sem voltar ao fogo. Muita gente acende uma vela branca para Oxalá e uma vela marrom ou branca para Xangô enquanto o decocto descansa, rezando ali mesmo, com palavra simples. Prepare na hora, use no mesmo dia e descarte o que sobrar. Uma observação prática que vale ouro: o barbatimão é riquíssimo em tanino e tinge, então a água escura pode manchar toalha clara, azulejo poroso e roupa de banho, e por isso o costume é usar toalha velha e enxaguar o box depois.
- Coe o banho retirando o excesso de folhas; deixe amornar até ficar agradável ao corpo.
- Tome primeiro o seu banho normal de higiene, de preferência com sabão neutro ou de coco.
- Tome primeiro o banho de higiene completo, com sabonete, e enxágue tudo. Só depois desligue o chuveiro e jogue o decocto morno do pescoço para baixo, devagar, sentindo a água descer pelas costas e pelas pernas. Não enxágue depois, não passe sabonete de novo e seque com toalha limpa sem esfregar com força. Vista roupa clara e evite discussão e lugar cheio pelo resto do dia. A cabeça fica de fora, e isso não é frescura: banho de coroa na Umbanda se chama amaci, é ritual conduzido pelo dirigente dentro do terreiro, com as ervas do seu Orixá, e não se faz em casa por conta própria. Se sobrar casca no ralo, recolha e devolva à terra de um vaso ou de um jardim em vez de jogar no lixo comum. O melhor horário é de manhã cedo ou no fim da tarde, e o uso mais comum é pontual, não semanal: por ser banho de casca, concentrado em tanino, ele resseca mais que o banho de folha, e a maior parte das casas orienta espaçar, usando em momento de necessidade real, como depois de uma fase longa de doença, depois de ambiente muito pesado ou quando a pessoa sente que precisa fechar o corpo depois de uma limpeza forte.
- Não se enxugue esfregando a toalha: retire só o excesso de água. Se puder, vista roupa branca e recolha-se por alguns minutos mentalizando o seu pedido.
- Ao final, recolha os restos das ervas e despache-os na natureza (rio, mar ou mata) ou em água corrente.
Quando tomar
Tradicionalmente associado a quarta-feira, dia de Xangô. Para limpeza, muitos preferem a lua minguante. Evite as "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite).
Atenção e cuidados
Este é um banho de energia forte: não é indicado para gestantes, crianças pequenas nem pessoas muito debilitadas, e não deve ser usado em excesso. Conteúdo informativo e espiritual: não substitui acompanhamento médico nem a orientação do seu dirigente. Banho ritualístico, quando indicado, deve ser confirmado com o seu Pai ou Mãe de Santo.







